Sobre álbuns de fotografia impressos – fazer para que mesmo, gente?

Entre as CoisasdeMãe mais preciosas com certeza estão os álbuns de fotografia dos filhos. Peça para sua mãe hoje para verem juntas/juntos as fotos de quando você era criança e observe o quanto o rosto e olhar dela se iluminarão!

E por quê? Porque sim, foto literalmente é luz! Luz que invade os porões empoeirados da memória. Luz que brilha e traz vida as pessoas e coisas amadas que já passaram, se acabaram, se perderam ou já se foram. Luz que descortina o tempo e traz de volta ao coração e aos sentidos as mesmas sensações, cheiros, texturas, lembranças e amores vividos naquele momento registrado. Seja o “acontecido se dado” há 8 dias ou 80 anos atrás. E esse momento para ser revivido está ali, ao alcance, lindamente guardado nas páginas de um álbum/livro de fotografias, esperando que alguém os movimente para trazer toda aquela vida de volta.

Lembro-me de um filme antigo onde duas crianças pareciam viajar ao lado de uma fada, ou mago, não sei direito agora. Uma passagem me marcou e a ideia sugerida ali me impressionou muito quando vi o tal filme, criança que era, tanto que não a esqueci. O casal de irmãos iam revisitar os avós, já falecidos. E me lembro de uma alegria só em preto e branco dos avós, explicando aos netos que eles não haviam morrido não, e sim que estavam adormecidos. E que eles sabiam que as pessoas se lembravam deles quando acordavam, pois estarem acordados era o sinal de que alguém querido estava se lembrando deles, em memórias e pensamentos. Guardei esse conceito, e poeticamente hoje vejo o quanto ele é lindo! Lembranças são coisas poderosas, tesouros, relíquias, vida que ressurge do limbo do tempo.

Eu tenho meus álbuns de infância/relíquias cuidadosamente preservados, como tesouros que são. Sobrevivem galantes e garbosos ao tempo, e aos mais de 35 anos já passados, com fotos cuidadosamente montadas pelas mãos e olhar inspirados, e entregues por nosso fotógrafo oficial, o Dalbelo, feitos para durarem mais que uma vida inteira.

Não sei contar quantas vezes já vi e revi tudo. Já usei de modelos para desenhar auto-retratos. Já usei de recurso para rever avós, meu pai, e acalmar às vezes a saudade imensa que bate. Me reconheci dia desses incrivelmente tão igual a minha mãe, lançando um olhar completamente apaixonado para sua Juliana bebê, junto a mesa de aniversário da festa de dois aninhos da filha… E sei que serão ainda serão fontes inigualáveis e ricas para resgatar muitas histórias que ainda eu vou contar a minha filha sobre coisas da vida que ela sente através de mim, mas que não vê.

Álbuns de fotografias devem ser montados para serem vistos por uma eternidade.

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